Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

São quatro dias para desfrute. É carnaval, é carnal! Pelotas perde repentinamente sua rotina. Pra onde foi todo aquele alvoroço metropolitano? O que vejo agora são porções fragmentadas de foliões pelas praças, bairros, no Porto e Laranjal.

Travestir-se, pular o carnaval, entrega-se ao corpo. Tanto faz se sairei como rei ou bobo da corte. A festa é pagã.

O ritmo frenético dos tambores coloca os corpos em outro tipo de funcionamento. Desordenadamente belos. Pela dança o movimento dos esqueletos se sobrepõe as tentativas de racionalizar a coreografia.

Agrada-me mais observar o festejo. Assisto as andanças improvisadas, coreografadas, vagabundas, vagantes pelas praças e salões da cidade. Quanta beleza capaz de quebrar nossa rotina. Axé. É carnaval!

E quem me vê apanhando da vida,

Duvida que eu vá revidar…

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar (Chico Buarque)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.