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O que toca na vitrola durante a Pandemia

Faz algumas semanas que tenho priorizado a escuta dos álbuns clássicos da música popular brasileira, em especial os lançados nas décadas de 70 e 80. Os Tropicalistas tem lugar privilegiado nessa lista. Esse movimento começou a partir da live de aniversário do Caetano (07-08-2020) e influenciou os dias seguintes da minha vitrola digital. Alguns exemplos desse repertório são canções que estão nos discos mais antigos do Caetano. Cajuína, que foi tocada na live, me fez ir até a versão que ficou registrada no disco Noites do Norte ao vivo. Nesse disco temos Cajuína com um solo longo e maravilhoso do Jaques Morelenbaum (violoncelo elétrico na ocasião). Especialmente na parte em que o violoncelo faz o solo e então a banda toda silencia. Baita climão.

Volto a live de Caetano. A performance de Caetano e dos filhos ressoa ainda em outros tópicos. O prato-e-faca tocado por Moreno Veloso foi descrito como "inusitado" por revistas "especializadas" em jornalismo cultural. Como assim o prato-e-faca raspado é algo inusitado? A polêmica produziu uma série de análises bem importante de acompanhar. O artigo de GG Albuquerque no site Volume Morto levanta o problema e desenvolve a crítica: http://volumemorto.com.br/samba-de-roda-o-prato-e-faca-como-tecnologia-sonora/


E o que mais toca nesta pandêmica vitrola? Além dos Tropicalistas citados, destaco o Sax do Mauro Senise em Nem Pensar (música de Kleiton e Kledir). Nessa faixa estão ainda Jamil Joanes no baixo, Robertinho Silva nas baquetas e Luiz Avellar ao piano (acho que é ele nessa faixa). Canção linda. Disco de 1982.

Pra ouvir Nem Pensar: AQUI

Canções bem especiais. Ainda mais se apreciadas com os olhos fechados.

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