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Educar na Pandemia #1


O momento é de mudança nos hábitos. Mas não são apenas as rotinas que mudam. O distanciamento social causado pela pandemia trouxe também grandes mudanças na educação, especialmente no campo pedagógico. Boa parte dos encontros e das aulas migraram para a internet. Sem uma noção muito consistente do que é provisório e o que é duradouro só me resta chamar tudo isso de “grande mudança”. Como ficam as escolas, universidades, conservatórios de música? Será que tudo isso voltará a ser como antes passado alguns meses? Arisco-me a dizer que em matéria de educação já não somos mais os mesmos e também não vivemos/aprendemos como nossos pais.

Se tivermos um período ainda mais longo de isolamento (alguns já falam em anos), acredito que, aquilo que chamamos de provisório na educação se tornará consolidado. Ainda que as instituições educativas retornem suas atividades em alguns meses, não me parece que a concepção de distanciamento social seja algo momentâneo, passageiro. Os efeitos práticos disso nos espaços educativos poderá ser: salas de aulas com número menor de estudantes, máscaras de proteção incorporadas a rotina (de forma compulsória). Obviamente que menos estudantes significará também maior distanciamento dos corpos na sala. Certa esquiva para evitar o contato direto entre alunos em salas fechadas. 

De imediato, a pandemia nos forçou a pensar o ensino a partir de casa (para aqueles que tem casa obviamente). Seguimos conectados, porém cada um na sua residência. Tentamos entender conceitos urgentes como é o caso da educação remota. Buscamos por plataformas de ensino online para não perder o vínculo com os alunos. Passado pouco mais de um mês, já habituamo-nos com os encontros virtuais entre alunos e professores.

Sigo pensando...

Em breve escrevo mais sobre isso.

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